Um bom nível da educação de um país pode levá-lo a um estágio mais elevado de desenvolvimento, o qual acarreta com um aumento da qualidade de vida da população. Isso todos sabem. Sabem também que possuir um diploma de ensino médio não já não leva ninguém a lugar algum. Mas apesar de todo saberem, são pontos (além de outros como a taxa de analfabetismo, escolaridade de uma pessoa) que nos fazem refletir sobre a situação do sistema de educação do Brasil.
Vamos ser sinceros. A educação no Brasil é contraditória ao ser comparada ao que chamam de "país em desenvolvimento", porque a estagnação é presente a muito tempo nessa questão. A falta de investimentos, que foram apenas 4,2% do PIB em 2006 ( só para citar exemplos, a Finlândia investe 6% e a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 5%), leis e falcatruas para não reprovação de alunos no ensino público, facilidade de transferência particular-pública, o desinteresse histórico de professores e alunos (claro que com suas raras exceções), contribuem para um mergulho ainda maior na ignorância.
Projetos para a inclusão de jovens na universidade (hoje apenas 10,4% aproximadamente de jovens de 18 a 24 anos estão na universidade) como o ProUni e as cotas (não, não vou entrar no mérito da questão), apenas encobrem um problema muito grande, o qual as autoridades responsáveis não querem nem tocar (por qualquer motivo que fique subentendido). Pois é. Mas alguma coisa deve ser feita. O 34º lugar do Brasil, no ranking de investimento por aluno ( dos 34 países pesquisados) não quer dizer nada?
É preciso um pouco de vergonha na cara. As pessoas que podem fazer alguma coisa às vezes se queixam do estereótipo de "brasileiro burro", mas também não se mobilizam para nenhum tipo de ação. Enquanto não tomam nenhuma iniciativa decente de recuperação nós, pobres mortais, preocupados com o que é nosso, temos o "direito" de apenas ficar assistindo a essa tragédia nacional. Porque nós sim somos (ao olhar dos grandes) os verdadeiros ignorantes.
